Quase 40% dos computadores sofreram tentativas de infecção na Internet no primeiro trimestre de 2013

11 jun 2013
Notícias de Vírus

Relatório sobre a evolução das ameaças informáticas no primeiro trimestre de 2013

Lisboa, 11 de Junho de 2013 – A Kaspersky Lab apresenta seu relatório sobre o desenvolvimento das ameaças informáticas do primeiro trimestre do 2013, um período em que, segundo os dados da Kaspersky Security Network (KSN*), a companhia detectou e neutralizou mais de 1.345.570.352 objectos maliciosos. Além disso, 39,1% dos computadores dos participantes na KSN sofreram tentativas de infecção enquanto navegavam na Internet durante o trimestre em análise. Destaque-se, também, que o número de computadores atacados em relação ao último trimestre de 2012 diminuiu 1,5%.

Países cujos internautas estiveram mais expostos a riscos de infecções na Internet

Para avaliar o risco de infecções na Internet ao qual estão expostos os computadores dos utilizadores de diferentes países, os analistas calcularam a frequência das detecções do módulo Antivírus de Internet nos utilizadores dos produtos da Kaspersky Lab em cada uma das regiões.
Em relação ao último trimestre de 2012, a lista dos 10 países cujos utilizadores estiveram mais expostos a programas maliciosos não mudou relativamente ao trimestre anterior: trata-se principalmente de países da ex-União Soviética – A Rússia ocupa a 3ª posição, com 57%. Observam-se, contudo, alterações entre a 11ª e a 20ª posições do ranking: no primeiro trimestre de 2013, a Tunísia (43,1 %) e a Argélia (39 %) estrearam-se na classificação. O único país da Europa Ocidental presente ao Top 20 é a Itália (39,9 %, 16ª posição).   


Top 20 dos países com risco de infecções na Internet mais elevado**. Primeiro trimestre de 2013

Podemos dividir estes países em vários grupos.

1. Grupo de máximo risco. Países em que mais de 60% dos seus utilizadores enfrentaram pelo menos uma vez programas maliciosos na Internet. No primeiro trimestre de 2013, neste grupo só figurava Tadjiquistão, com 60,4%.

2. Grupo de alto risco. Neste grupo, o índice de risco está entre os 41% e os 60%, e é composto por 13 países do Top 20 (o mesmo número do último trimestre de 2012). À excepção do Vietname, Tunísia e Sri Lanka que fecham a lista, aparecem apenas países da ex-União Soviética: Arménia (59,5 %), Rússia (57 %), Cazaquistão (56,8 %), Azerbaijão (56,7 %), Bielorrússia (49,9 %) e Ucrânia (49%).

3. Grupo de médio risco. Neste grupo, o risco está entre os 21% e os 40%, e compreende 102 países, entre os que estão a Itália (39,9%), Alemanha (35,8 %), Bélgica (33,8 %), Sudão (33,1%), Espanha (32,5 %), Qatar (31,9 %), EUA (31,6%), Irlanda (31,5%), Inglaterra (30,2 %), Emiratos Árabes Unidos (28,7 %) e Holanda (26,9 %).

4. Grupo de países mais seguros para navegar em Internet. No primeiro trimestre de 2013, este grupo compreendia 28 países cujo índice de segurança estava entre os 12,5% e os 21%. A percentagem mais baixa (menos de 20%) de utilizadores vítimas de ataques enquanto navegam na Internet registou-se em África, onde a Internet não está ainda bem desenvolvida. As excepções são o Japão (15,6 %) e a Eslováquia (19,9 %). 


Risco de infecções nos computadores de utilizadores em Internet em vários países. Primeiro trimestre de 2013

Top 20 dos países cujos recursos alojam programas maliciosos

Estes dados estatísticos referem-se aos países onde estão alojados os websites a partir dos quais se descarregam os programas maliciosos. Para definir a fonte geográfica dos ataques na Internet, a Kaspersky Lab recorreu a uma técnica de comparação entre o nome de domínio e o endereço IP autêntico onde se encontra este domínio, e a definição da localização geográfica deste endereço IP (GEOIP).
Assim, 81% destes websites usados para a propagação de programas maliciosos distribuem-se por 10 países (ver gráfico em baixo). Este índice diminuiu 5% nos últimos 6 meses: 3% no primeiro trimestre de 2013 e 2% no último trimestre de 2012.


Classificação por país websites que alojam programas maliciosos. Primeiro trimestre de 2013

A Rússia (19 %, -6 %) e os EUA (25 %, +3 %), voltaram a trocar posições na classificação, pelo que EE.UU. tem recuperado a primeira posição. Em relação ao último trimestre de 2012, a posição dos outros países quase não tem sofrido mudanças.

Vulnerabilidades

No primeiro trimestre de 2013, registaram-se 30.901.713 aplicações e ficheiros vulneráveis nos computadores dos utilizadores membros da rede KSN. A Kaspersky Lab detectou uma média de 8 vulnerabilidades diferentes por cada computador vulnerável.

As vulnerabilidades mais propagadas tiveram a ver com Java – detectadas em mais de 45,26% dos computadores. As cinco primeiras e a última vulnerabilidade do Top 10 pertencem à Adobe e à Oracle, respectivamente. A última da lista foi o Adobe Flash Player e é uma vulnerabilidade muito antiga, mas muito perigosa. Ainda que a detecção desta vulnerabilidade date de Outubro de 2010, sempre foi detectada em mais de 11,21 % dos computadores vulneráveis.
Este tipo de vulnerabilidades teve sempre a preferência dos cibercriminosos e os códigos de exploração associados custam mais que todos os outros no mercado negro.

*Todos os dados estatísticos utilizados no relatório foram obtidos através da Kaspersky Security Network (KSN). Milhões de utilizadores de produtos Kaspersky Lab em 213 países participam nesta partilha mundial de informação sobre malware

Relatório completo: http://www.securelist.com/en/analysis/204792292/it_threat_evolution_q1_2013
 

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