A maioria das pessoas continua sem saber identificar uma mensagem de Phishing

28 jan 2013
Notícias de Vírus

  • 51% dos utilizadores de PC receberam mensagens com links ou anexos suspeitos e 32% receberam emails em nome de um banco, rede social ou outro serviço a pedir informação confidencial
  • 29% dos utilizadores reconhecem que o seu PC foi já infectado após a abertura de um anexo malicioso e 16% confessam ter introduzido os seus dados pessoais ou financeiros em páginas suspeitas
  • 14% dos inquiridos já viram a sua informação financeira ser interceptada enquanto faziam compras online ou consultavam a sua conta bancária na Internet

O estudo “Percepção e conhecimentos das ameaças informáticas: O ponto de vista do consumidor”(1), elaborado pela Kaspersky Lab em conjunto com a O+K Research, conclui que 63% dos utilizadores não é capaz de identificar uma mensagem de phishing, cuja finalidade é roubar dados confidenciais através de esquemas de engenharia social, atraindo as vítimas para uma página web infectada ou levando-a a abrir um ficheiro anexo a um email.

Hoje, dia 28 de Janeiro, celebra-se o Dia Europeu da Protecção de Dados, cujo objectivo é impulsionar o conhecimento dos direitos em matéria de protecção de dados -físicos e virtuais-, divulgar o bom uso da informação pessoal e fomentar as práticas respeitosas. Para a Kaspersky Lab, torna-se evidente que ainda há muito trabalho por fazer nesta matéria, já que nem sempre é fácil reconhecer e detectar as técnicas criminosos que têm por missão roubar dados confidenciais, já que são cada vez mais profissionais e elaboradas.

Os cibercriminosos utilizam o phishing como ferramenta chave para roubar dados e obter acesso não autorizado a contas de redes sociais, banca online, sistemas de pagamento ou lojas online. De acordo com a Kaspersky Lab, 66% das mensagens de phishing do terceiro trimestre de 2012 estiveram relacionadas com estes serviços.

Este método de spam dá frutos aos cibercriminosos, já que cerca de metade dos inquiridos confirma ter recebido emails suspeitos através das redes sociais ou do correio electrónico. Com efeito, 51% dos utilizadores receberam mensagens com links ou ficheiros anexos suspeitos e 32% recebeu mensagens em nome de um banco, rede social ou outro serviço com pedidos de informação confidencial.

Além disso, 29% dos inquiridos reconhecem que os seus computadores foram já infectados após a abertura de um ficheiro anexo e 14% confessam ter fornecido dados pessoais ou financeiros em páginas suspeitas.

Também muitos utilizadores acabaram por ser vítimas de phishing através dos seus dispositivos móveis, com 8% dos utilizadores de tablet e 6% de smartphone a admitirem ter introduzido dados pessoais e confidenciais em sites suspeitos. Além disso, 14% e 11%, respectivamente, clicaram em mensagens de spam enviadas em nome de um banco ou rede social.

Para fazem frente a estas mensagens maliciosas, que cada vez recorrem a técnicas mais sofisticadas e más difíceis de detectar, é recomendável:

  • Não abrir ficheiros anexos nem links se o remetente não for totalmente seguro e em nenhum caso abrir e-mails da pasta de correio ‘Não solicitado

  • Ter especial atenção ao entrar como utilizador com permissões de Administrador 

  • Escolher uma boa password que os cibercriminosos não possam descobrir 

  • Contar com uma solução de segurança actualizada em todos os dispositivos ligados á Internet. Esta solução deve conseguir detectar e bloquear as tentativas de roubo de dados confidenciais através de páginas de phishing e malware relacionado com compras online ou serviços bancários 

  • E, sobretudo, ter muito sentido comum sempre que navegar na Internet.

O relatório completo sobre as ameaças informáticas 
 
(1) “Percepção e conhecimentos das ameaças informáticas: o ponto de vista do consumidor”  - Estudo levado a cabo pela Kaspersky Lab em colaboração com a O + K Research em Maio de 2012, inquirindo mais de 11.000 utilizadores da América Latina e EUA, Europa, Médio Oriente, Asia e África. Os participantes, maiores de 16 anos, contavam com acesso à Internet diário em 90% dos casos.

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