Kaspersky Lab: Backdoors móveis já superam Trojans SMS

09 mai
Comunicados de Imprensa

Lisboa, 9 de Maio de 2013 – A Kaspersky Lab continua a registar aumentos qualitativos e quantitativos no malware móvel. Mas, pela primeira vez, as análises dos especialistas em segurança TI da companhia ao panorama das ameaças móveis revelam que os programas backdoor criados para dispositivos móveis já ultrapassaram os Trojan SMS, até agora os mais usados nos ataques.

Enquanto os cibercriminosos usam Trojans SMS para enviar mensagens de valor acrescentado a partir dos telemóveis das vítimas (desviando dinheiro das suas contas), os programas backdoor dão aos cibercriminosos muito mais oportunidades de prevaricar através do acesso ilegal aos smartphones e tablets. Este acesso permite aos cibercriminosos descarregar mais malware no telefone ou roubar informação pessoal, incluindo imagens ou vídeos, bem como dados de contactos, números de telefone, endereços de email ou coordenadas GPS.

O número de vírus individuais para smartphones cresceu 38% desde que a Kaspersky publicou os seus números no princípio do ano. O exame aos tipos de malware revela que os programas backdoor são agora mais usados que os cavalos de Tróia SMS, com 22.871 amostras de malware, contra as 21.829 anteriores.

Quase 60% do malware móvel é, portanto, composto por backdoors e Trojans SMS. Observa-se também uma evolução no malware, que passa a assumir formas cada vez mais sofisticadas. Os programas backdoor, os Trojans bancários e o spyware móvel permitem aos cibercriminosos atingir maiores benefícios. Em Fevereiro de 2013 foram identificados mais de 12.000 programas de malware móvel, tendo sido a primeira vez que a marca dos 10.000 foi superada. O Android continua a ser o principal foco dos ataques móveis já que 96% do malware móvel centra-se no sistema operativo da Google.
“O período experimental para o malware móvel já terminou”, afirma Christian Funk, Analista Sénior da Kaspersky Lab. “As ameaças actuais afectam tanto os utilizadores domésticos como as empresas, sobretudo desde que os smartphones infectados contêm consideravelmente mais informação pessoal que os computadores desktop.”

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