Segurança nos dispositivos móveis em Portugal

30 mar
Press Releases

  • 66% dos utilizadores de smartphones em Portugal acedem às redes sociais a partir dos seus dispositivos móveis
  • 62% dos portugueses confessam usar o telefone durante o jantar, sendo que 65% destes utilizadores fazem-no para consultar o email
  • 19% dos europeus leva o smartphone para a cama. Em Portugal a percentagem é a mesma
  • Mais de dois terços dos utilizadores portugueses confessam que preferem estar um mês sem cerveja, vinho, chocolate, TV ou carro do que sem o seu smartphones
  • 79% dos utilizadores portugueses de smartphones prefeririam utilizar uma única solução de segurança para todos os seus dispositivos
  • Portugal e Espanha são os países europeus mais preocupados com a segurança no acesso à banca online a partir dos seus dispositivos móveis

Quais são as vantagens dos smartphones e dos tablets? A mobilidade está cada vez mais presente nas nossas vidas, permitindo-nos uma ligação imediata à Internet a partir de qualquer lugar e agilizando o nosso trabalho, a nossa comunicação, os nossos conhecimentos… Os smartphones e tablets são perfeitos para armazenar e reproduzir conteúdos multimédia em alta definição, como um meio para navegar na Internet em qualquer lugar, ou para permitir aos pais saberem exactamente onde andas os seus filhos, com a ajuda de aplicações de geolocalização, entre muitas outras.

Estes dispositivos contêm uma grande quantidade de informação confidencial sobre os seus proprietários, tendo-se tornado num importante elemento para os seus utilizadores – ao ponto de se transformarem em verdadeiras extensões das suas próprias identidades.

A Kaspersky Lab elaborou um “Estudo aos Hábitos e Riscos dos utilizadores de dispositivos móveis e tablets em Portugal”, baseado nos resultados de um inquérito onde participaram 2.478 utilizadores de França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha e Reino Unido e em que se torna muito evidente a tendência de crescimento do protagonismo dos smartphones e tablets na vida dos cidadãos.

O uso destes dispositivos para as mais variadas tarefas, de laser e trabalho, é já uma realidade no nosso país. O nosso conforto, bem-estar e capacidade para realizar actividades diárias dependerá cada vez mais destes dispositivos que contêm uma infinidade de dados confidenciais e que, portanto, devem estar protegidos correctamente.

O software de segurança passa do PC desktop para o portátil, netbook, smartphone e tablet. Existem ameaças para a cada um destes dispositivos, mas a verdade é que um quinto dos tablets e smartphones não conta hoje com qualquer tipo de protecção.

88% dos portugueses já têm smartphone

88% dos portugueses já têm smartphone

O uso de smartphones expandiu-se por toda Europa. Uma média de 88% dos portugueses já possui estes dispositivos, mas, ao contrário do que poderia parecer, o nosso país é, mesmo assim, o que tem a menor taxa de penetração destes dispositivos entre os restantes países abrangidos pelo estudo. A Alemanha, por exemplo, é o país europeu líder quanto a utilizadores de smartphones, com 96%. Quanto aos tablets, só 28% dos portugueses dispõem de um.

Número de dispositivos

Além disso, o acesso à rede é uma das actividades mais realizadas a partir destes dispositivos: 67% dos portugueses inquiridos confirmam que acedem à Internet a partir do smartphone e 65% a partir do PC desktop. O método mais popular de acesso à Internet continua a ser o portátil ou netbook, utilizados por 77% dos portugueses para navegar na Web.

Quanto à segurança dos equipamentos, só 30% dos utilizadores portugueses contam com uma solução antivírus instalada no seu smartphone, sendo que, no ano passado, a média europeia estava nos 12%. Naquele que é um importante contraste, refira-se que só 30% dos tablets em Portugal possuem soluções antivírus instaladas, enquanto 91% dos PC desktop já se encontram protegidos. O país europeu que menos se preocupa com a segurança dos telefones móveis é, aparentemente, a Grã-Bretanha, país em que apenas 19% dos dispositivos estão protegidos por antivírus.

Por outro lado, 48% dos utilizadores de tablets portugueses confiam nos seus dispositivos e consideram-nos seguros. E 38% dos utilizadores opinam que o uso de um tablet para aceder a Internet é "seguro" ou "muito seguro".

Medidas de segurança por dispositivos

O smartphone invade a vida quotidiana

O smartphone invade a vida quotidiana

Os smartphones invadiram definitivamente os lares Portugueses: 62% dos utilizadores lusos confessam que consultam o seu smartphone de forma secreta quando estão em família. Uma tendência cada vez mais evidente também em países como a Alemanha (61%), mas menos habitual em França (43%) Dos portugueses que não dispensam o telemóvel à mesa do jantar, 65% fá-lo para consultar o email, 51% para visitar redes sociais, 41% para ver o email do trabalho e 32% para ler notícias.

No caso de terem que consultar com urgência o seu email no smartphone, 62% dos utilizadores portugueses fazem-no directamente à mesa do jantar. Só 22% se retira para outra divisão e 6% asseguram que nunca vêm o email nestas circunstâncias.

Conteúdos consultados e em que ocasiões

Ao que tudo indica, o smartphone passou mesmo a ser uma extensão de nós mesmos. Senão, vejamos: 19% dos europeus (e dos portugueses) levam o smartphone para a cama! Os utilizadores destes telemóveis no Reino Unido são os que mais o fazem (22%) enquanto em Itália e Espanha, "só" 16 % confessam dormir com o telefone ao lado.

Mas serão os smartphones/tablets assim tão importantes na nossa vida? É o que parece. De facto, 2 em cada 3 utilizadores europeus confessam que preferem renunciar num mês à cerveja, vinho, chocolate, sapatos, TV ou carro do que prescindir do seu smartphone. Os alemães são os mais apegados aos seus smartphones (85%) e 60% dos portugueses preferiria prescindir das outras coisas do que ficar sem o seu precioso telefone inteligente.

Além destes dados, 69% dos portugueses utilizadores de tablets e smartphones dizem não ter pré-estabelecido qualquer tipo de compromisso ou regra com os seus parceiros ou familiares sobre o uso dos dispositivos.

Objectos essenciais na hora de dormir / Alcunha para o smartphone?

A banca e as compras online a partir de dispositivos móveis

A banca e as compras online a partir de dispositivos móveis

A banca online é, para muitos europeus, a principal forma de contacto com sua entidade bancária. E, para os portugueses, a realidade é semelhante: 79% dos inquiridos usam computadores desktop para realizar as suas operações bancárias, 75% usam os portáteis, 30% o tablet e 19% os smartphones.

Muitos inquiridos utilizam múltiplos dispositivos para aceder à banca online já que consideram que, se não há problema em fazê-lo através do PC desktop, também não deveria havê-lo em relação ao telemóvel ou ao tablet. No entanto, a sensação de intranquilidade persiste durante todo o processo de acesso: 62% dos utilizadores portugueses consultados manifestaram preocupação com a segurança ao usar a banca online.

Uso dos dispositivos na Internet

É interessante assinalar que os países europeus diferem enormemente neste ponto. No Reino Unido, por exemplo, apenas 22% dos inquiridos expressaram as suas preocupações com a segurança na banca online, sendo que em França e na Alemanha (ambos 29%), os utilizadores estão igualmente descontraídos a este respeito.

Além da banca online, as compras na Internet constituem outra das grandes preocupações para os utilizadores portugueses. Em Portugal, 59% dos internautas mostram-se preocupados com a sua segurança ao fazerem compras na Internet, enquanto 51% se preocupa com a segurança do seu email e 38% com o acesso às redes sociais.

O que fazem os utilizadores nos seus smartphones?

O que fazem os utilizadores nos seus smartphones?

Segundo o estudo, cerca de 93% dos utilizadores de telefones inteligentes em Portugal armazenam fotos, 88% documentos pessoais e 78% contactos de amigos e colegas. Vídeos (77%) e senhas ou PINs (35%) são tambémconteúdos que se guardam nestes dispositivos.

Tipo de conteúdo guardado no dispositivo / Susceptibilidade do conteúdo

Em conclusão, quase todos os smartphones contêm informação sensível ou pessoal. E os utilizadores Portugueses estão conscientes dessa realidade: o 69% manifesta saber que há dados confidenciais e privados em seu dispositivo e que deveriam ser protegidos. Apesar do alto índice de consciencialização, 14% dos utilizadores de smartphones e 19% dos utilizadores de tablets não possuem qualquer protecção.

Percepção de segurança dos dispositivos

Facebook e sites semelhantes são também muito populares entre os utilizadores de smartphones e tablets. Para 60% dos utilizadores europeus, o acesso a redes sociais a partir do dispositivo móvel faz parte do seu dia-a-dia. Na primeira posição encontra-se Portugal, com 66% dos utilizadores a acederem às redes sociais a partir dos seus dispositivos móveis, seguidos da Espanha, com 65%.

À vista destes exemplos, torna-se evidente que os smartphones se estão a tornar numa extensão dos computadores tradicionais. Todo o que os utilizadores fazem com os equipamentos desktop ou portáteis, começam agora a fazer também nos seus smartphones.

Grandes mitos sobre a segurança dos smartphones

Grandes mitos sobre a segurança dos smartphones: 32% dos europeus acreditam que o seu dispositivo não precisa de protecção.

Os telefones inteligentes e os tablets contam com quase as mesmas funções que os PC?s e portáteis. Os utilizadores europeus utilizam os seus dispositivos móveis para aceder a redes sociais (60%); carregar fotos, vídeos ou arquivos (42%) e para aceder aos serviços de banca online (24%).

Apesar desta utilização intensiva, a verdade é que só um em cada três utilizadores (32%) considera que seu smartphone está seguro. Os utilizadores alemães são os que mais confiança têm nos seus dispositivos móveis (35%), enquanto os franceses são os que mais suspeitam (25%). Espanha, Itália e Portugal ficam nos 34%.

Como nota de contraste, 67% dos utilizadores europeus confiam na segurança de seu PC, e só menos 1% (66%) no seu portátil. Isto pode dever-se ao facto de a maioria dos computadores contar com uma solução Isto pode dever-se ao facto de a maioria dos computadores contar com uma solução de segurança que vem instalada de fábrica, enquanto o mesmo não acontece com os smartphones.

Em qualquer caso, é fundamental contar com soluções de segurança nos telefones inteligentes para protege-los, não só contra os vírus, mas também para manter os dados a salvo de terceiros. Afinal, é muito mais fácil perder um dispositivo móvel do que um PC desktop.

Simplificar e unificar a protecção é o desejo manifestado neste estudo por muitos utilizadores portugueses: 79% dos inquiridos querem ter uma única solução que proteja todos seus dispositivos com acesso à Internet.

Utilizar este tipo de soluções evita que os utilizadores tenham que lidar com diferentes pacotes de segurança ou que tenham que pagar por duas ou mais licenças diferentes. O desejo de segurança “tudo em um” é patente por toda a Europa (77% na Alemanha e 70% em Espanha, por exemplo).

Ficha Técnica:
O estudo sobre novos hábitos de consumo europeus em smartphones tablets e PCs foi realizado pelo YouGov Market Research Institute em nome da Kaspersky Lab. Em Portugal, Entrevistámos 421 indivíduos entre os dias 13 e 15 de Dezembro de 2011. Todas as entrevistas foram feitas online. Cada entrevista demorou cerca de 10 minutos. Este estudo foi realizado em seis países – Portugal, Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido. Este relatório contém apenas os resultados obtidos em Portugal. Para poderem participar, todos os inquiridos tinham que possuir um portátil ou um computador desktop, bem como um smartphone ou um tablet.