33% das empresas europeias só protegem as suas infra-estruturas físicas

14 mai
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A virtualização está definitivamente na moda para o mundo empresarial. Mas como protegem as empresas os seus meios virtuais? A virtualização tornou-se popular entre as empresas em grande parte graças à poupança de custos e tempo que proporciona. Mas quando se trata de segurança, parece que a maior parte dessas empresas não presta aos seus equipamentos virtuais uma atenção equivalente à do meio físico. A verdade é que as empresas reconhecem que a virtualização é uma tecnologia importante para os seus negócios, mas no entanto têm um controlo e conhecimentos muito básicos sobre a mesma. Este desconhecimento impede que algumas empresas a adoptem e permite que outras cometam erros de segurança.

Segundo os dados de um estudo de mercado elaborado pela Kaspersky Lab entre empresas da Europa e Estados Unidos com mais de 100 empregados, confirma-se que pouco mais de um terço das empresas europeias (35%) que contam com infra-estruturas virtuais dispõe de procedimentos de segurança específicos para meios físicos e virtuais.

Mais de um terço de todas as empresas aplica segurança apenas em ambientes físicos

33% das empresas europeias que participaram no estudo da Kaspersky Lab pretende utilizar a virtualização, mas não acredita que estes sistemas devam ser especialmente protegidos. As empresas inquiridas admitem usar soluções de segurança apenas nas suas infra-estruturas físicas. Este ponto de vista é particularmente pronunciado em Itália (38%), Alemanha (34%) e Espanha (33%). As empresas do Reino Unido e EUA (31%) e de França (29%) sentem-se um pouco menos confortáveis a confiar apenas na segurança física.

Percepção de segurança nos meios virtuais

58% das empresas europeias que utiliza virtualização não tem a ideia de que estes equipamentoss sejam mais seguros que os do meio físico. Esta opinião está particularmente presente nos EUA (72%) e Alemanha (69%), ainda que a situação seja algo diferente em Itália e Espanha, onde só pensam assim 43% e 50% dos inquiridos.

Ao que parece, as organizações estão, de uma maneira geral, interessadas na segurança virtual, mas na hora da verdade não avançam com a implementação desta tecnologia. A média europeia está nos 63% e os EUA nos 68%.

A segurança para meios virtuais nas empresas é uma técnica particularmente simples de implementar e que, além disso, poupa tempo e esforço aos administradores e reduz ao mínimo o risco de erros. Hoje em dia, é muito comum que as empresas disponham de recursos de TI para equipamentos físicos e virtuais. Mas esta estratégia mista é muito exigente para com as pessoas envolvidas na administração destes equipamentos. De acordo com o estudo da Kaspersky Lab, 58% das empresas europeias considera a interface de gestão centralizada como um elemento muito importante na hora de gerir os sistemas de segurança físicos e virtuais.

Na retaguarda está Alemanha, onde só 55% das empresas defende gestão centralizada. Para 65% das companhias norte-americanas, pelo contrário, uma única interface de administração para toda a gestão da segurança é algo imprescindível. Este desejo também está muito presente entre as empresas espanholas (64%), enquanto 57% das empresas francesas e das empresas italianas e 56% das empresas britânicas considera que esta característica oferece benefícios importantes para a gestão.

Áreas mais virtualizadas

De acordo com a Kaspersky Lab, 78% das empresas europeias inquiridas permitem que as áreas de negócio críticas, tais como os sistemas ERP, servidores de correio electrónico ou bancos de dados, sejam executados em meios virtuais. Os utilizadores mais ávidos pela virtualização encontram-se em Itália (85%) e no Reino Unido (81%), bem como nos EUA, onde o 81% das empresas não tem medo de utilizar meios virtuais para aplicações críticas de negócio.

Na Alemanha, onde a cifra é de 71%, os utilizadores são mais prudentes. Os espanhóis e os franceses são mais corajosos, com 76%, dados que se traduzem numa penetração importante desta tecnologia. No entanto, questionados sobre o controlo ou conhecimento que têm sobre estes sistemas de virtualização, 41% dos administradores admite que é básico.

Aspectos a ter em conta

A maioria dos utilizadores europeus (61%) considera que o equilíbrio entre segurança e rendimento é o mais importante. O argumento do rendimento é ainda mais importante nos EUA (70%), enquanto a Alemanha lidera esta opinião com 69%. Em Espanha (52%) e França (55%), pouco mais de metade dos utilizadores partilham este ponto de vista, e em Itália e Reino Unido, 65% e 62% respectivamente consideram este aspecto como o mais importante.

Cerca de 59% das empresas europeias considera que as ameaças para os meios físicos também afectam as infra-estruturas virtuais. Esta opinião está ainda mais generalizada nos Estados Unidos, onde o número é de 68%. Enquanto quase dois terços das entidades britânicas são desta opinião, o resto de Europa está menos convencido. Em Itália, só 55% considera que as ameaças são as mesmas, em Espanha e França a percentagem é de 58%, e na Alemanha é de 59%.

Independentemente de as ameaças serem as mesmas ou não, a verdade é que as máquinas virtuais requerem uma protecção eficaz que proporcione aos administradores de sistemas uma visão consolidada e centralizada de toda sua infra-estrutura.

Mais informações: http://www.kaspersky.com/beready?sitepref=global