23% dos utilizadores não actualizam os seus browsers, pondo em risco a segurança dos seus dispositivos

28 nov 2012
Comunicados de Imprensa

  • Internet Explorer é o navegador mais popular (37,8% dos utilizadores), seguido de perto pelo Google Chrome (36,5%) e Firefox (19,5%)
  • As empresas também devem prestar especial atenção a este problema: se limitarem as actualizações aos seus colaboradores, arriscam-se a ter o seu parque informático cheio de software obsoleto

A Kaspersky Lab apresenta as principais conclusões do seu último relatório sobre web browsers, segundo o qual a maioria dos ciber-ataques actuais explora as vulnerabilidades existentes nas aplicações do browser propriamente dito, ou dos plug-ins instalados. É, portanto, extremamente importante que os consumidores mantenham o seu browser actualizado, com as últimas correcções de segurança e novas funcionalidades de protecção instaladas.
Para levar a cabo este estudo, a Kaspersky Lab analisou os diferentes browsers usados por utilizadores anónimos, através da Kaspersky Security Network, em Agosto de 2012. Para tal, utilizou um programa que rastreia os hábitos dos consumidores em tempo real, entre dez milhões de clientes em todo mundo.

As principais conclusões do estudo são:

  • 23% dos utilizadores utilizam versões antigas do browser, criando enormes brechas na segurança do seu dispositivo: 14,5% dispõem da versão anterior, mas 8,5% ainda utilizam versões mais obsoletas.
  • Quando é lançada a nova versão de um browser, decorre mais de um mês até que a maioria dos utilizadores faça a devida actualização. Os cibercriminosos são, assim, capazes de explorar vulnerabilidades conhecidas do browser numa questão de horas.
  • O Internet Explorer é o browser mais popular (37,8% dos utilizadores), seguido de perto pelo Google Chrome (36,5%). O Firefox está em terceiro lugar com 19,5%.
  • A proporção dos utilizadores com a versão do browser mais recente instalada (Agosto de 2012) é de 80,2% no Internet Explorer,79,2% no Chrome , 78,1% no Opera  e 66,1% no Firefox .
  • Os períodos de transição (tempo requerido para alterar para a versão mais recente) são: Chrome - 32 dias; Opera - 30 dias; Firefox - 27 dias.

Estar actualizado é fundamental para a segurança

Os dados do relatório mostram claramente que, ainda que a maioria dos utilizadores da Internet utilizem browsers actualizados, ainda existem dezenas de milhões de utilizadores que expõem a sua segurança por não actualizarem estas aplicações cruciais.
Ainda que este relatório seja principalmente composto por dados de consumidores, as empresas também devem prestar especial atenção a este problema. Se limitarem a instalação de actualizações aos seus colaboradores, correm o risco de o uso de software obsoleto se tornar numa prática comum e potencialmente perigosa, especialmente em redes empresariais.

Andrey Efremov, director de Investigação e Infra-estruturas Cloud de Whitelisting da Kaspersky Lab, destaca: "Este novo estudo expõe um panorama alarmante. Ainda que a maioria dos utilizadores faça a actualização do seu browser num espaço de um mês, cerca de um quarto dos utilizadores ainda não faz a transição nos tempos correctos. Isto significa que existem milhões de máquinas potencialmente vulneráveis, que podem ser atacadas com novas e conhecidas ameaças, evidenciando a necessidade de que o software de segurança seja capaz de reagir às novas ameaças em matéria de minutos, não em dias ou semanas ".

O relatório sobre o uso de browsers e tendências em segurança está disponível em: http://www.kaspersky.com/images/kaspersky_report_browser_usage_eng_final.pdf

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