20% das empresas já perderam informação corporativa como resultado da perda ou roubo de dispositivos móveis

19 nov
Comunicados de Imprensa

  • Apesar destes dados, 33% das empresas permitem aos seus colaboradores o acesso sem restrições aos recursos da empresa através dos seus smartphones.
  • Só 9% das empresas planeiam introduzir algum tipo de controlo estrito no uso de dispositivos pessoais (BYOD)

Lisboa, 19 de Novembro de 2012 – As empresas contam com infra-estruturas cada vez mais heterogéneas, já que, aos tradicionais postos de trabalho, juntam-se agora os smartphones, os tablets e os portáteis, que, na maioria dos casos, são propriedade dos próprios colaboradores (BYOD). Por este motivo, as empresas precisam de adaptar as suas políticas de segurança a esta nova realidade. Os smartphones, devido ao seu uso cada vez mais alargado, tornaram-se em mais do que um simples canal de comunicação. Hoje em dia, são uma ferramenta de trabalho completa, utilizada normalmente pelos funcionários para aceder à informação corporativa.

De acordo com um estudo sobre os riscos de segurança informática realizado pela B2B International em Julho de 2012 em colaboração com a Kaspersky Lab, isto representa um risco já que 33% das empresas inquiridas permitem aos seus funcionários aceder sem qualquer tipo de restrição aos recursos da empresa a partir dos seus smartphones.

Entre os dados obtidos, podemos destacar que embora cada vez mais profissionais de TI estejam inclinados a considerar os dispositivos móveis pessoais como uma ameaça à segurança, as empresas não mostram muita vontade de os proibir ou limitar o seu uso. Por exemplo, os smartphones pessoais são proibidos em apenas 19% das empresas, enquanto o acesso total aos recursos corporativos é permitido por 33% das empresas.As pequenas empresas são menos propensas a introduzir restrições. Por exemplo, o uso de portáteis pessoais é permitido em quase metade dasempresas (48%), enquanto que nas grandes empresas o número é de 39%. O nível de implementação de ferramentas dedicadas a garantir a segurança dos dispositivos móveis (Mobile Device Management) ainda é extremamente baixo tanto em pequenas como em grandes empresas.

O BYOD multi-dispositivo
Mas não são unicamente os smartphones a porem em xeque a segurança informática da empresa. Uma tendência em alta dentro das organizações é “Leve o Seu Próprio Dispositivo” ou “Bring Your Own Device – BYOD”, entre o qual se incluem também PCs ou tablets. No inquérito realizado podemos ver como muitas companhias se comportam de maneira perigosa, não estabelecendo qualquer restrição ao uso de dispositivos pessoais, apesar de 37% dos inquiridos considerar que o uso dos dispositivos pessoais apresenta uma ameaça para o negócio, e 55% achar que a redução deste risco é um tema importante para a empresa.

Os riscos resultantes de armazenar informação relacionada com o trabalho nos dispositivos pessoais são muitos, mas só 9% das empresas tem entre os seus planos a introdução de algum tipo de controlo do seu uso no futuro. Além disso, 36% dos especialistas de TI inquiridos estão seguros de que, ainda que se tome qualquer tipo de medida, o número de dispositivos pessoais no local de trabalho vai aumentar exponencialmente, pelo que as empresas deverão adaptar as suas políticas de segurança à nova situação.

Dados do relatório: Mais de 3300 profissionais de TI de 22 países participaram no estudo, realizado em Julho de 2012. Todos os inquiridos são responsáveis pela política de segurança de TI da sua empresa e possuem um amplo conhecimento tanto dos problemas de segurança TI e como de outros aspectos gerais do negócio (finanças, recursos humanos, etc.) A nível mundial, os inquiridos pertenciam a empresas de três dimensões: Pequenas, de 10-99 postos informáticos, Médias, de 100-999 postos e grandes corporações com mais de 1000 postos.

A versão completa do estudo com os resultados do inquérito realizado pela B2B Internacional em Julho de 2012 está disponível em: http://www.kaspersky.com/downloads/pdf/kaspersky_global_it-security-risks-survey_report_eng_final.pdf