Eugene Kaspersky: "A escalada da ciberguerra é um apelo à acção "

16 out 2012
Notícias de Negócios

Eugene Kaspersky, CEO e co-fundador da Kaspersky Lab, fez referência à cooperação internacional e à tecnologia avançada como requisitos chave para sobreviver à era da ciberguerra no seu discurso de abertura da conferência ITU Telecom World 2012. Na sua intervenção, também destacou os perigos da corrida às ciberarmas e falou da abordagem da Kaspersky Lab à problemática da protecção de sistemas industriais vulneráveis.

"Mesmo que a longo prazo, na ciberguerra todos perdem: os que atacam, as vítimas e os observadores, inclusive os não implicados. Ao contrário das armas tradicionais, as ferramentas utilizadas na ciberguerra são muito fáceis de clonar e reprogramar pelos adversários. A medida mais importante para sobreviver neste clima é o desenvolvimento e implementação de um novo paradigma de segurança avançada para as infra-estruturas mais críticas", assinala Kaspersky.

Conclusões do discurso:

  • O malware tradicional causa notáveis efeitos secundários sobre as infra-estruturas críticas
  • Alguns incidentes como o apagão de 2003 nos Estados Unidos e Canadá foram causados por uma falha de software e uma incapacidade de controlar o estado real dos sistemas de energia
  • A actual intensificação da corrida às ciberarmas aumenta este problema: Stuxnet e Duqu foram descobertos em 2010 e 2011 e o Gauss e o Flame já este ano, bem como o recém-descoberto miniFlame
  • A ciberguerra é uma ameaça universal que não respeita fronteiras. O seu impacto nos sistemas industriais mais importantes pode ser desastroso
  • A protecção adequada dos sistemas vulneráveis industriais deve ser a máxima prioridade

No discurso de abertura, Eugene Kaspersky também descreveu as medidas necessárias para proteger os sistemas de controlo industrial. Uma nova unidade segura que permita obter informação fiável no trabalho é o primeiro passo para uma protecção eficaz contra a ciberguerra. Em resposta a estes desafios, a Kaspersky Lab está trabalhar no desenvolvimento de um novo sistema operativo seguro, que servirá como nó de confiança para os Sistemas de Controlo Industrial.

"Não podemos deixar que a ciberguerra interrompa o progresso e ponha em perigo não só aos governos e as empresas, como também as pessoas", sublinhou Eugene Kaspersky após o evento. "A nossa prioridade é assegurar-nos de que as ciberameaças não afectarão as infra-estruturas críticas. Este objectivo tem de ser entendido e aceite por todas as partes envolvidas a nível internacional".

Para mais informações sobre a posição da Kaspersky Lab quanto à segurança dos sistemas de controlo industrial e requisitos essenciais para um sistema operativo seguro, aceda à entrada no blog de Eugene Kaspersky: http://eugene.kaspersky.com/2012/10/16/kl-developing-its-own-operating-system-we-confirm-the-rumors-and-end-the-speculation/

E em Securelist.com: http://www.securelist.com/en/analysis/204792248/Securing_Critical_Information_Infrastructure_Trusted_Computing_Base

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